Amor é uma daquelas palavras que possuem vários significados. É um sentimento difícil de ser qualificado e quantificado: afinal, o que significa amar muito ou pouco alguma coisa ou alguém?
Platão define o amor erótico (que vem de Eros, o deus do amor). É o amor do desejo, do prazer. Desejamos aquilo que não temos. É o amor que existe na falta. Quando conseguimos aquilo que nos falta, aquilo que desejamos, o amor acaba. É um amor que se renova, começa e acaba várias vezes durante nossas vidas.
No SCRUM, esse amor existe durante as Sprints. Queremos atingir a meta definida pelo Product Owner, pois o que ele deseja deve ser aquilo que amamos eroticamente. Esse amor atinge seu clímax na reunião de review: mostramos para todos envolvidos e comprometidos no projeto que atingimos a meta. As vezes, fazemos até um churrasco para comemorar! Mas aí, esse amor acaba, pois conseguimos aquilo que desejávamos e atingir essa meta não nos faz mais falta.
Entretanto, também existe a definição de amor de Aristóteles (aluno de Platão). Aristóteles define o amor filia (que vem de amizade). É o amor da alegria: ama-se aquilo que se tem. Ama-se na presença, no dia-a-dia, e não na falta. É um amor persistente, constante.
Esse amor também deveria existir no time do projeto durante as Sprints. Amar aquilo que se está fazendo, amar o trabalho no dia-a-dia, na presença, na alegria. Cada um precisa da alegria do outro para ser alegre. Enquanto o amor erótico nos cega (olhamos só para a meta), o amor filia nos mostra novas possibilidades e nos torna mais criativos. Assim, atingir a meta será apenas uma consequência. Não adianta comemorar a meta atingida se o trabalho durante a Sprint foi feito sobre muita pressão e stress. Todo dia tem que valer a pena trabalhar, todo dia tem que ser dia de churrasco!
Portanto, precisamos tanto de amor erótico, quanto de amor filia. Precisamos manter o equilíbrio entre eles. Continuemos erotizados, mas prestemos atenção na filia (alegria do encontro, do cotidiano, do amor na presença). Não é a meta que é a medida da conduta (amor erótico), mas sim o resultado de todo o processo (amor filia).
Esse post foi inspirado na palestra feita por Clóvis de Barros na HSM ExpoManagement 2009.
Filosofia e Scrum. Um artigo de conteúdo.
Analogia caiu bem.
Parabéns.
Em outras palavras: o equilíbrio anunciado no Tao. Atingir metas realmente é prazeroso, mas atingir metas a partir de um processo prazeroso é muito melhor… Gostei da reflexão!
Simplesmente inspirador!
Parabéns pelos resultados. Estou feliz de saber que existem empresas nascendo como a de vocês no Brasil. To torcendo por vocês.
Abraços
-Simplesmente Inspirador![2]
Que bonito insight! Parabéns!
É a filosofia corporativa. rsrs
[...] ou alguém da equipe de desenvolvimento (com os diversos papeis que seu processo lhe atribuir), você precisa amar o seu trabalho. Tenha orgulho de seu software. Veja-o crescer. Trate-o como uma joia a ser lapidada. Tenha [...]