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16 Jul/13

Agile Brazil 2013 - 3º dia

O Limbo da Demanda Latente

No último dia o Alexandre Gomes fechou com chave de ouro com a apresentação de seu keynote. Não havia lugar melhor que Brasília para discutirmos e refletirmos sobre a atuação do governo perante as questão sociais.

Ele fez um paralelo de como poderíamos aplicar os conceitos de agilidade no governo, pois conseguiríamos reduzir do ciclo de gestão que hoje é de 4 anos e ter um feedback constante do povo para promover melhoria contínua e alto valor de retorno para a população nas decisões traçadas.

Mostrou também diversas ferramentas criadas pela sociedade através dos dados liberados pelo governo, que tem como objetivo facilitar o acesso a informação, deixando transparente as ações do governo para munir o povo de conhecimento e conseguirem exigir seus direitos perante os seus representantes.

Métricas para Startup

"Se você não pode medir, então você não pode gerenciar." Peter Drucker

Foi apresentado o conjunto de métricas AARRR que podem ser utilizadas para avaliar a evolução de seu produto. Essa métricas ajudam a guiar o ciclo de learn, build e meansure.

É muito importante ter uma caminho simples e direto para facilitar a avaliação de seu produto junto do usuário. Precisamos acompanhar o usuário desde quando ele chega e o seu engajamento, ter esse funil de conversão claro é essencial para traçar os objetivos e trabalhar na adaptação contínua e rápida.

Agile in the large

O Klaus Wuestefeld e o Tiago Gil apresentaram o desafio de implantar métodos ágeis na GVT. Uma empresa grande com diversos projetos legados, sem testes automatizados e com uma equipe formada por poucos desenvolvedores.

Foi criado um roadmap do projeto para planejar uma implantação gradativa das metodologias ágeis, nos primeiros 6 meses foi a fase de adaptação das práticas ágeis e depois de um ano e meio se estabelecer e internalizar as práticas adotadas.

Os principais desafios enfretados foram com a adaptação na forma de como as pessoas trabalham e se relacionam dentro do projeto. Para isso é importante a definição de um objetivo e uma estratégia que engaje o time. Também criaram um wiki colaborativo para guiar as pessoas a entenderem melhor as práticas ágeis.

A utilização do kanban ajudou muito tornando visível e alinhado todos os envolvidos nos projetos, desde o time até os gerentes. Além disso criaram um painel de indicadores ágeis para identificas quais áreas já estão com métodos ágeis aplicados e quais ainda precisam de evolução.

Comunicação não violenta

A forma como nos comunicamos é de extrema importantância para garantir que a mensagem seja transmitida da forma que desejamos. Quando nos comunicamos de forma violenta podemos gerar barreiras que prejudicam essa interação.

O Giovanni Bassi da Lambda3 apresentou diversas técnicas de como melhor a nossa postura ao nos comunicarmos com outras pessoas, mostrou diversos exemplos de como uma mesma mensagem pode ser transmitida e qual o impacto de cada uma delas.

Além de transmitir, também é importante saber como receber de forma empática a comunicação transmitida por outras pessoas, para isso é essencial explicitar as nossas vulnerabilidades para tornar mais produtiva essa comunicação.

Time to market

O pessoal da Caelum apresentou o desafio que eles enfrentaram para evoluir o fórum GUJ propondo uma nova forma de interação, sem prejudicar a satisfação dos usuários atuais e com o objetivo de conquistar novos usuários.

A primeira dúvida foi saber o que era mais viável para o prazo e custo do projeto. A opção de compra era por não demandar muito esforço porém o custo era inviável. Então a primeira tentativa foi adaptar uma ferramenta open-source por três meses, porém a grande dificuldade esbarrada foi em aprender a linguagem com as suas boa práticas e o entendimento da lógica utilizada pelas pessoas que mantinham a ferramenta.

Já havia perdido muito tempo e a opção que restava era criar tudo do zero, então o primeiro passo foi definir uma data e um escopo como objetivo, para isso o PO, o time e algumas pessoas de fora do projeto definiram o mínimo do mínimo. A partir daí em duas semanas conseguiram implementar a primeira versão, em uma linguagem que eles dominavam e com uma excelente qualidade de código.

A lição aprendida basicamente foi falhar cedo, nas primeiras avaliações gastou-se muito tempo sem nenhum retorno. A retrospectiva é uma ferramenta muito útil para evidenciar essas falhas o quanto antes.

Priorizando com objetivos

Perca escopo agora. Pergunte me como!

Lourenço Soares e Alexandre Klaser da ThoughtWoks apresentaram uma palestra de como você pode reduzir o escopo priorizando os itens como objetivos de negócio. A ideia é que você mate o backlog! Mas se não tem backlog , tem o quê? Para fazer isso você precisa de esforços alinhados com o objetivo do negócio, frentes independentes de trabalho e ter apenas o suficiente para atingir os objetivos.

Criando Modelo de hipóteses, você consegue ter objetivos bem definidos, saber o que vai ser medido, pra quem vai ser feito e o que vai ser feito sempre pensando em valor para o usuário.

Foram apresentados como criar e priorizar as hipóteses e o Método Kano para melhoria do serviço ou produto baseado nas necessidades do usuário.

 

Para mais informações sobre as palestras, você pode acessar a grade do Agile Brazil e ver todo o conteúdo disponibilizado pelos palestrantes.

Como sempre o Agile Brazil foi um evento de nível excelentíssimo, ter o contato com pessoas da área que praticam e aplicam os conceitos, saber das dificuldades e problemas que cada um já enfrentou ajuda acelera no aprendizado e na evolução profissional. E nos vemos no Agile Brazil 2014 em Florianópolis.

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